Entrevista con Mauro Andriole

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Mauro Andriole
Brasil
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Mauro Andriole

Nasci na cidade de São Paulo em 16 de Janeiro de 1963.

Iniciei minha atividade nas artes trabalhando em artes gráficas, em 1979. Em 1982 me tornei ilustrador do jornal Folha de São Paulo, e nesta década, publiquei desenhos em diversos outros jornais e revistas da cidade de São Paulo.
A partir de 1985 me interessei pela pintura, pois já havia tido uma experiência criando vitrais em fiberglass em 1980.
Em 1986 participei pela primeira vez de uma exposição coletiva com os artistas da Folha de São Paulo, e desde essa data passei a pintar regularmente e expor meus trabalhos em galerias, centros de cultura e museus. Sempre fui autodidata, mas tive a sorte de conhecer grandes artistas - Renina Katz, Maria Bonomi, Emanuel Araujo, Darel Valença e Angelo Taccari entre outros.O convívio com estes artistas me possibilitou aprender inúmeras técnicas - desde a pintura, escultura ou gravura - além disto, pude refletir sobre o que os levava a produzir e expor suas obras. Ampliei minha formação estudando Filosofia na Universidade de São Paulo, um curso que me deu um suporte acadêmico para o que eu já conhecia através da vivência com a Arte.
As culturas ancestrais sempre me interessaram, por isto meu trabalho busca nas obras de civilizações desaparecidas um canal para entender o momento presente.

- Por que eres o te sientes artista?
- A Arte é um universo pleno em si mesmo, e de difícil compreensão, mesmo pelos artistas, pois sua natureza ultrapassa oslimites "explicativos". Ser artista é algo próximo do ser cientísta, porém, o artista se beneficia da liberdade de não depender exclusivamente da razão para provar suas "teses". Ser artista é antes de tudo a crença na atividade criadora como fonte de transformação da formas que norteiam a Alma humana em seu rápido caminho pela Terra.

- ¿Cómo emerge tu creatividad?
- A criação emerge sem que se saiba ao certo tudo sobre ela, de onde veio ou porque veio, mas posso afirmar, que ela reflete a correspondência com um sentido interno que pulsa na matéria e a transforma em "obra de arte". A criação é um movimento permanente de reconstrução de si mesmo e do universo com o qual nos relacionamos. Todo artista, nesse sentido, é um agente da realização de um Cosmo onde as idéias gerais assumem um caráter particular.

-No que você crê quando reflete sobre a perenidade da sua obra, sobre o fato dela influenciar a mente humana indefinidamente?
- Creio que a Arte é a verdadeira forma que o espírito humano encontrou de equilibrar a dualidade existente entre o invisível e o visível, o imaterial e o material, o infinito e o finito... A obra de arte alcança seu sentido maior quando através dela somos capazes de nos projetar para além de nossas experiências e vislumbrar o que o artista trouxe à luz. O conteúdo particular é a expressão da mão, mas cada detalhe guarda o resquício da Alma. E por isto a obra nos coloca em contato com as "abstrações" - infinito, eterno, inefável...O discurso da obra de arte, seja ela qual for, é que a passagem entre as esferas da existência humana são possíveis, e nesse sentido é que a Arte será sempre a mais completa forma de conhecimento que o homem pode ter sobre si mesmo.

- 3 artistas
- Michelangelo, por sua grandeza, por ter mostrado o corpo como a casa do homem, uma casa onde a Alma pode habitar eternamente de foma paradoxal.
Vincent Van Gogh, por sua desmedida entrega a uma causa já morta para a sociedade de seu tempo. Sem ele a loucura do artista estaria trancada num hospício e não teríamos luzes para iluminar os vários modos de percepção que a modernidade instaurou.
O terceiro artista é aquele que ainda está no porvir de um tempo de não alvoreceu por completo. Ele será certamente semelhante a todos os que o precederam mas sua obra será para a humanidade um marco definitivo do fim da idade contemporânea. Depois dele viveremos todos na idade "ucrônica".

- Que opinión te merece el mercado del arte?
- Todo tipo de mercado é uma banalização de uma atividade natural do ser humano: a troca. Desde os primórdios os homens trocam objetos entre si, e essa ação representou a disseminação de conhecimento, de valores intrínsecos, que agregados aos objetos, equilibravam as sociedades em seu desenvolvimento histórico particular. Cada objeto requeria uma avaliação diferente, um tipo de conhecimento que ultrapassava as questões puramente "úteis/comerciais". A Arte se desenvolveu muito através das trocas. Estilos migraram de lugar para lugar, atravessaram eras inteiras por meio dos objetos que circulavam pelas sociedades. Quando o "dinheiro" foi imposto como uma medida universal, equivalendo "em si mesmo" a qualquer outro objeto, bastando para isso atribuir "quantidades" diferentes para equivaler a cada objeto, a humanidade perdeu muito. Ficou sem sentido a "razão" de atribuir uma equivalência entre "identidades" entre os objetos, pois apenas um deles possuia, já que o dinheiro só difere em número, e com isso a mente foi reduzida a uma operação banal de "quantificação", deixando para trás sua capacidade de "qualificar" os objetos dentro de uma perspectiva maior. É claro que num mundo capitalista, tal como este modelo que vigora, o discurso sobre o mercado pode assumir direções múltiplas, e sem perder validade lógica. Assim, creio que, num outro sentido,o mercado de arte tende a assumir uma forma mais livre, na medida em que a divulgação e comercialização das obras se expandiu com a invenção da internet. Hoje todo artista pode mostrar sua obra - potencialmente - dentro do circuito integrado pela rede de comunicação, WEB, e qualquer pessoa que tenha vontade de comprar uma obra, pode vir a fazê-lo pela net. Estamos diante de um fenômeno muito novo em verdade, e só dentro de mais algumas décadas teremos condições de avaliar as transformações da comercialização de obras de arte.


- Que aporta el arte a la tierra?
- A necessidade. Tudo o que existe possui um significado, uma função e um destino.A Arte será sempre o mais alto grau de conhecimento que o homem pode alcançar, na medida em que ela é por natureza "uma ação do espírito para o espírito", exigindo múltiplos conhecimentos, teóricos e práticos,matemáticos, químicos, físicos, éticos, históricos, além de individuais e coletivos, e também, por ser uma atividade que visa apenas o "conhecimento em si", pois em verdade não possui uma utilidade. A necessidade da Arte na Terra portanto é tornar visível aquilo que o homem é em essência: um ser criador, um ser que engendra o mundo a partir de si, um ser imortal.

- Que opinión te merece artistasdelatierra.com?
- Dos sites destinados a Arte, de um modo geral, sem dúvida o artistasdelatierra.com se eleva para além da mera divulgação de listas de nomes e de obras. Aqui se trava um intenso intercâmbio de idéias, de sonhos e utopias. Enfim, aqui se abre a cortina para o verdadeiro artista encenar seu destino. Parabéns aos idealizadores, e que o caminho de todos seja de paz e sabedoria!
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